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Entidades debatem mortes de policiais

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A precarização da atividade policial em Alagoas foi destaque durante um amplo debate conduzido pelo âncora Rogério Costa, no programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta. De acordo com os convidados, o problema foi determinante para que a violência sofrida pelos alagoanos também vitimize quem vive para combatê-la. De acordo com dados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), 14 militares morreram, somente este ano. A situação foi classificada como um ?morticínio?. Tanto para representantes do Movimento de Direitos Humanos como para representantes de classe das Polícia Civil e Militar, as falhas na estrutura de trabalho, somadas aos baixos salários, empurram os agentes do estado para a morte. ?É uma questão social. As pessoas da sociedade estão vendo a morte como algo normal. Parece que o policial está sendo pago para morrer. Com os baixos salários que já ganhamos, é o mesmo que jogar a nossa vida contra a bandidagem?, argumentou o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargento, Theobaldo Almeida. Ele se queixou que, mesmo com todas essas mortes envolvendo militares, não viu nenhuma grande demonstração de sentimento da sociedade. ?Os políticos não se preocupam com isso. Estamos em um caos social?, completou o militar, lembrando que, no ano passado, 11 militares tombaram.

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