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Ato cobra investiga��o sobre desaparecidos

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O caso mais recente é o sumiço, há 108 dias, do adolescente Davi Silva, de 17 anos, mas há outras famílias que buscam por parentes que sumiram sem que saibam como ou por quê. Ontem, dando continuidade à programação da Semana Nacional de Direitos Humanos, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL reuniu familiares dos desaparecidos para denunciar a gravidade do problema. A manifestação foi realizada na antiga sede da OAB, no Centro, onde os parentes expuseram cartazes com fotos e frases revelando a queixa. ?Acho isso importante, quem sabe sendo eles (a OAB), a polícia dê uma resposta à gente?, disse a dona de casa Carla Silva, irmã do adolescente Davi, que sumiu depois de ser colocado em uma viatura do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), no conjunto Cidade Sorriso, no bairro Benedito Bentes, periferia de Maceió. Segundo Carla, nem ela nem a mãe puderam ir ao ato, mas foram representadas pelo primo Magno Francisco Silva. ?Minha mãe saia muito em busca de notícias na delegacia e nas autoridades, mas agora está difícil, ela tem muita dor de cabeça?, relata a irmã, relembrando os problemas de saúde da mãe, Maria José da Silva, de 51 anos, atingida por uma bala perdida, no dia 5 de novembro passado. Ela estava em uma parada de ônibus, nas proximidades do Mercado Público de Maceió, onde vende legumes como ambulante, quando foi atingida. Os tiros teriam sido disparados por Aminadabe da Silva, contra Marcos da Conceição, morador de rua, que morreu.

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