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RECUPERA��O DE �REAS DEPENDE DE RECURSOS FEDERAIS

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O secretário de Infraestrutura de Maceió, Roberto Fernandes, disse à Gazeta que, em até 90 dias, vão ser elaborados projetos de recuperação dessas áreas atingidas pelo processo erosivo. A papelada será encaminhada para o Ministério da Integração Nacional para que recursos sejam destinados especificamente com essa finalidade. O secretário informou que vai pedir a colaboração de técnicos da Ufal para produzir o material com mais profundidade e não correr o risco de ele ser rejeitado pelo órgão ministerial. Segundo Roberto Fernandes, estudos topográficos e análise de toda extensão da área supostamente atingida pela erosão já começaram a ser feitos. A prioridade será justamente as áreas do Detran e da Ponta Verde, classificadas por ele como muito desgastadas e que merecem atenção urgente. ?Embora a intenção do Município seja alcançar todas as áreas degradadas. Nos projetos, esses locais devem ser contemplados e, como se trata de uma obra muito grande, precisamos recorrer ao governo federal para viabilização dos trabalhos?, explicou o secretário. Ele reforçou que a colaboração de estudiosos da universidade servirá para agregar ainda mais valor ao levantamento que está ainda no início. PESQUISA A professora doutora em Geologia Rochana Campos de Andrade Lima Santos vai ser contatada pela Prefeitura de Maceió para ajudar na elaboração dos projetos de recuperação da orla marítima. Ela integrou a equipe de especialistas que produziu o capítulo de Alagoas, inserido no Atlas da Erosão, do Ministério do Meio Ambiente. Com várias pesquisas nessa área, Rochana Campos prevê aumento do processo erosivo em virtude da apressada ocupação desordenada de áreas marítimas, que fazem parte do patrimônio da União. ?Infelizmente, o nosso maior problema é o índice alto de ocupação de áreas que pertence à costa. Hoje em dia, as pessoas pensam na proibição, mas não recuam. A gestão precisa entender que há espaços que pertence ao mar e, mesmo que as ondas não alcancem agora, um dia elas voltarão a ocupar os seus espaços?, analisa a professora.

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