Cidades
CASTIGADO PELA EROS�O
Vários fatores podem provocar erosão marítima em uma determinada localidade, mas, em Alagoas, o que tem acelerado esse processo é a ocupação desordenada de áreas próximas à zona costeira. O litoral alagoano sofre com graves consequências ambientais provocadas pela expansão comercial e turística. O mar avançou, depositando ou retirando sedimentos, e o resultado é um cenário modificado, com muitas áreas devastadas e outras ameaçadas. Em Maceió, vários trechos da orla estão ruindo. Os mais críticos estão localizados nas praias da Avenida, Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Mirante da Sereia e Riacho Doce. Percebendo a gravidade da situação e nenhuma medida sendo tomada para conter a fúria do mar, a Câmara Municipal está se cercando de subsídios para cobrar a implantação do Plano de Recuperação da Área de Degradação (Prad). A Prefeitura de Maceió informa que estudos estão sendo feitos para, em 2015, projetos serem enviados ao Ministério da Integração Nacional. A intenção é garantir verba federal para iniciar as obras de contenção. O vereador Guilherme Soares (Pros), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Maceió, diz estar pressionando o Município para que uma medida urgente seja tomada para frear o processo erosivo na área nobre da capital. Ele informou que fez solicitação à prefeitura, no ano passado, para que o Prad seja elaborado o quanto antes. E sugeriu que um estudo minucioso sobre a real causa dessas erosões seja feito de forma concomitante. ?Isso foi feito por meio de requerimento, aprovado pelos vereadores durante sessão, e enviado para a prefeitura. O Prad será a consequência de um diagnóstico que será realizado nas praias de Maceió, gerando um Relatório de Avaliação Ambiental (RAA), específico para o processo de erosão?, explicou o vereador, por meio da assessoria de imprensa.