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‘Queremos os mesmos direitos de todas as pessoas’

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Após anos de relacionamento, foi na tarde de uma sexta-feira que a transexual, que escolheu ser chamada de Eryka Fayson, de 39 anos, e seu companheiro, Igo Nascimento, de 35 anos, oficializaram a união. Ambos já viveram outros relacionamentos duradouros e, diante da possibilidade de dizer sim ao amor, eles tiveram a companhia de outros casais, que também escolheram o dia 25 de abril deste ano para casar coletivamente. Com a certidão de casamento que os enche de orgulho e as fotos do grande dia na estante, o casal conta sorrindo que, após a cerimônia, comemorou a união, juntamente com a família e os amigos, durante dois dias. ?Nosso casamento foi muito festejado. Alguns familiares e amigos puderam se juntar a nós no sábado, outros só no domingo, e assim foram dois dias de festa. Isso mostrou como somos queridos e respeitados?, contou Igo. A família sempre deu apoio à opção sexual de cada um. ?A Eryka foi bem aceita na minha família, assim como eu faço parte da família dela. No trabalho, a convivência é respeitosa. Como casal, não passamos por preconceito e nem lembramos dessa diferença no dia a dia?, complementa Igo Nascimento. Igo e Eryka foram casados pelo juiz Wlademir Paes de Lira, da 26ª Vara Cível da Família da Capital, que realizou o primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo em Alagoas. ?O primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo que realizei foi na minha sala. Por uma decisão que autorizei como sentença, em meados de 2011, quando o casamento em cartório ainda não acontecia. Hoje, está tudo mais fácil, é uma coisa normal, basta procurar o cartório e fazer o procedimento legal?, explicou o magistrado.

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