Cidades
Presas se rebelam ap�s suspens�o de visitas
A decisão tomada pelos agentes penitenciários de Alagoas, em greve desde o último fim de semana, de suspender as visitas em todas as unidades, gerou um princípio de rebelião, ontem pela manhã, no Presídio Feminino Santa Luzia. Revoltadas por serem impedidas de rever os familiares, as detentas do módulo I queimaram colchões e reviraram várias celas. Ninguém ficou ferido e a situação foi contornada pelos integrantes do Grupo de Intervenções Táticas (GIT), do sistema prisional. Os gerentes do Baldomero Cavalcante e do Cyridião Durval ameaçam pedir exoneração por causa da instabilidade provocada pela paralisação. A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou que as reeducandas iniciaram o tumulto por volta das 9 horas da manhã. Algumas começaram a gritar e resolveram chamar a atenção dos agentes da carceragem. Elas bagunçaram o local em que dormem e levaram os colchões para uma área externa, onde atearam fogo e batiam nas grades. Servidores de plantão fotografaram e gravaram o momento exato em que a confusão estava começando. As imagens mostram chamas e muita gritaria no presídio. Até ontem à noite, pelo menos 10 presas haviam sido identificadas como sendo responsáveis pelo motim. Elas foram conduzidas para a Central de Flagrantes, em Maceió, ouvidas pela equipe de plantonista e autuadas, em seguida, pelo crime de dano ao patrimônio público. Quando o procedimento policial foi concluído, todas retornaram ao Santa Luzia e ficaram isoladas das demais. Técnicos do setor de engenharia da Seris vão fazer o levantamento do prejuízo material causado pelo protesto.