Cidades
Defensoria cobra provid�ncias
A imagem de Alagoas deve ficar ainda mais negativa junto à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e até na Organização dos Estados Americanos (OEA), a partir do próximo ano, quando os conselhos nacional e estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente reafirmarem as denúncias de irregularidades no sistema socioeducativo do estado. O mais recente relatório de descaso com a política de assistência a adolescentes e jovens infratores, que será encaminhado aos dois órgãos, mostra a situação da Unidade de Internação Provisória Masculina 2, localizada numa área do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no Tabuleiro. Ali estão cerca de 40 adolescente e jovens que relataram aos representantes dos conselhos e ao defensor público Fábio Passos de Abreu os problemas gerados pela falta de condições físicas no espaço que deveria ser provisório. O local foi reformado às pressas para recebê-los, após rebelião por superlotação na Unidade de Internação Masculina, na Avenida Durval de Góes Monteiro. ?Ao contrário do que esperávamos, a situação piorou após as inspeções da Justiça e até da visita do presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa?, denuncia a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Riquelane Gouveia, que participou da inspeção junto com o defensor Fábio Passos. Para ela, o sistema sócio-educativo de Alagoas foi transformado em um sistema meramente prisional.