Cidades
M�dicos alertam para os perigos do hidrogel
A representação alagoana da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reconheceu, em nota fornecida à Gazeta de Alagoas, a gravidade dos últimos exemplos de uso indiscriminado do hidrogel e, diante de suas consequências, também não recomenda sua aplicação em nenhum procedimento estético. Ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) admita sua utilização até o limite de 3 ml, em quaisquer que sejam as regiões anatômicas, a sociedade reforça a recomendação de não utilizá-lo em hipótese alguma. Motivo: estão inconclusos os estudos científicos acerca de seus efeitos a longo prazo. Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o medicamento deve ter utilização restrita a procedimentos reparadores. Um exemplo é sua aplicação em rugas ou pregas, que são sulcos formados na pele humana ao longo do processo de envelhecimento ou então pela repetição de determinados movimentos faciais. O uso do hidrogel com a finalidade única de turbinar a musculatura sem precisar de atividade física pode trazer drásticas consequências ao organismo de quem não se preocupa com dois fatores essenciais quando da sessão de aplicação do produto: a quantidade recomendada e o registro do profissional responsável pelo procedimento. Projetado para utilização em pequenas quantidades, o medicamento de origem ucraniana poderia estar sendo amplamente utilizado apenas para o preenchimento de pequenas rugas, mas caiu no gosto do consumidor que deseja imediatas e confortáveis modificações estéticas nas pernas, nos braços e também na região glútea. O caso da modelo Andressa Urach que, diante do quadro infeccioso em suas pernas, recorreu ao seu médico para a retirada do hidrogel, anteriormente aplicado em quantidade acima do permitido, não é isolado e serve de alerta para os riscos impostos à saúde dos que apostam no produto preocupados apenas com a aparência.