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V�timas continuam longe de casa

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Os moradores da vila vizinha ao Moinho Motrisa, no bairro do Poço, em Maceió, terão de passar o réveillon longe de casa. Desde a queda, em abril deste ano, do silo com 800 toneladas de trigo, os moradores têm sido ressarcidos com um valor referente ao aluguel das casas, mas ainda não sabem quando poderão voltar para as suas residências ou quando receberão as indenizações referentes não só aos danos morais, como também aos prejuízos materiais. QUESTÃO JUDICIAL A advogada Katia Lanuzia, uma das representantes dos moradores da vila, diz que o processo judicial movido pelos moradores contra a empresa de farinha trigo já está chegando ao fim. ?O juiz Henrique Gomes solicitou que fosse feita uma inspeção judicial para averiguar o tamanho do estrago. Através desse laudo ele vai estipular se o valor pedido como indenização é justo e definir o valor dos danos morais?, explicou a advogada. De acordo com Katia, apesar de o inspetor já ter sido selecionado, a inspeção terá de esperar para o ano que vem. ?A inspeção ainda não foi marcada por causa do período de recesso judicial. No início do ano os moradores pedirão celeridade no processo, pois já estão longe de casa há muito tempo?, explica a advogada. Katia explicou também que muitos dos moradores da vila são idosos e se encontram angustiados por estarem longe de seus lares. ?Essas pessoas estão vivendo de aluguel, em residências que não têm nada a ver com a suas próprias. Meus clientes estão aflitos?, alertou. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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