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Revolu��o pedag�gica nos cursos de Medicina

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O ensino da Medicina em Alagoas passa por uma fase especial de mudanças de conceitos e quebra de paradigmas. Há uma revolução pedagógica em andamento. Da reviravolta curricular à reforma estrutural e sua relação com a rede pública, a essência dessa nova Medicina começa a exalar um leve aroma de humanidade, com senso crítico, reflexivo e transformador. Do fundo desse turbilhão acadêmico, submergem as avaliações das faculdades alagoanas, com notas divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) neste mês de dezembro. A tormenta exige perícia. Alguns sofrem caldos e quase naufragam. O curso de Medicina da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) foi reprovado no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Conceito Preliminar de Curso (CPC), ambos com nota 2. Outros navegam com o vento em popa. A Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) obteve avaliação 4 no Enade e conceito 3 no CPC. Na escala de 1 a 5, as notas 1 e 2 são insatisfatórias. O 3 é satisfatório, 4 é bom e 5, ótimo. Além da qualidade dos cursos e estudantes, o MEC avaliou a quantidade de médicos que chega ao mercado de trabalho em Alagoas. Ao mensurar a evidente (e perversa) falta de profissionais para atuar, sobretudo, no Sistema Único de Saúde (SUS), o governo federal autorizou a criação de dois novos cursos de Medicina. Em julho de 2014, as recém-nascidas faculdades de Medicina do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) e da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits) receberam 200 alunos. Cada uma abrirá mais cem vagas por ano. O governo estadual fundou a então Escola de Ciências Médicas de Alagoas (Ecmal) justamente para atender o excedente de jovens aprovados no vestibular de Medicina que não tinham vagas na Ufal. Isso foi lá nos idos de 1968. A preocupação de formar mais médicos para atuar no estado já era grande. Quase meio século depois, a faculdade da Uncisal (antiga Ecmal) traz um currículo de conquistas e tropeços, com a formação de alguns dos melhores expoentes da profissão no País e a dificuldade de vê-los atuando na rede local.

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