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Mais de 500 garis trabalham na limpeza ap�s noite da virada
Taças ainda brindavam e uma multidão de branco lotava a areia da praia quando o gari Alan Davisson Oliveira acordava para ir trabalhar, às 2 horas da primeira madrugada de 2015. Levantou-se, vestiu a farda, tomou café e foi para a porta de casa, no Benedito Bentes. Subiu no ônibus enviado pela empresa, às 3h. O transporte percorreu metade da cidade para pegar outros colegas de trabalho e chegar no ponto de apoio, na Ponta Verde, às 5h. Com vassoura e pá na mão, o gari estava pronto para a guerra contra o lixo, na trincheira da orla nobre de Maceió. Alan e mais de 500 funcionários das empresas Estre e Limpel foram escalados para a operação de limpeza urbana após a virada. A euforia da festa é misturada com uma tremenda falta de educação e de respeito ao meio ambiente, traduzida em milhares de garrafas de champanhe, latas, PETs, papel, restos de comida e tudo o mais jogado na areia, calçada e asfalto. Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), houve equipes escaladas para limpar toda a cidade, principalmente em pontos onde houve shows ou queimas de fogos, como Ipioca, Benedito Bentes, Jacintinho e Clima Bom. Mas o trecho que sempre dá mais trabalho é a orla dos bairros de Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara.