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Demiss�o de 700 servidores pode parar Ufal

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ARNALDO FERREIRA A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está à beira de um colapso administrativo, admitiu ontem o reitor Rogério Pinheiro, ao fazer um balanço dramático da crise. ?O orçamento de 2003 ainda não foi aprovado. Estamos sem dinheiro e para completar 700 funcionários têm de ser demitidos até o dia 14 de março?. Segundo Pinheiro, esta é a pior crise da universidade dos últimos 20 anos. Os funcionários que vão ser demitidos estão lotados na Fundação Universitária de Desenvolvimento e Extensão e Pesquisa (Fundepes), não têm estabilidade e por determinação da constituição e do estatuto do serviço público, a Procuradoria Federal do Trabalho deu um prazo até o dia 14 de março para que todos estejam foram da folha de pagamento. Os 80% dos 700 funcionários da Fundepes garantem o funcionamento do Hospital Universitário (HU); os demais trabalham na Prefeitura do Campus, Biblioteca Universitária, Restaurante, setores vitais da administração acadêmica, dos cursos e burocrácia funcional. ?Se a gente não conseguir reverter as demissões, a Ufal não tem outra alternativa, vai paralisar quase toda a sua atividade acadêmica, hospitalar e burocrática por falta de pessoa suficiente?, revelou o reitor ao cobrar agilidade do presidente da República e em especial do ministro da Educação, professor Cristóvam Buarque. ?A saída da crise depende do governo Lula em autorizar estender os contratos dos trabalhadores até que se defina a data do concurso público definitivo para regularizar a situação?, disse o reitor. Sintufal quer aumento A coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Iolanda Santana, reeleita anteontem com 80% dos 875 servidores da Ufal, explicou que a sua entidade está retomando segunda-feira duas lutas: a primeira, pela revisão judicial da situação de 700 servidores praticamente demitidos. ?Se os servidores da Fundepes forem demitidos pára tudo e, inclusive, o hospital universitário?, frisou Iolanda, ao acrescentar que a mobilização é para garantir o funcionamento da instituição. A outra luta é pelo reajuste salarial. O movimento nacional dos servidores das universidades federais calcula 64% de perdas. ?Vamos negociar 25% de aumento em caráter emergencial e mais a implantação do Plano de Cargo Único para os técnicos administrativos da Ufal?. A coordenadora do Sintufal explicou que o Plano está aprovado e sua implantação depende de incluí-lo no orçamento da União. ?Sabemos que a situação da Ufal neste momento é muito difícil e depende da mobilização?.

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