Cidades
Casa de festas � acusada de desrespeitar lei
O comerciante Flávio Almeida, de tanto tentar sem sucesso superar o problema do excesso de barulho, vizinho a um imóvel de sua propriedade na Avenida João Davino, em Mangabeiras, se propõe agora a formar uma comissão ou entidade de pessoas que enfrentam o mesmo problema para resolvê-lo. ?Eu já apelei ao órgão competente do município, mas nada foi feito porque os fiscais vão até o local num horário em que não há bandas tocando música ao vivo?, disse Flávio, referindo-se à Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU). Segundo Flávio Almeida, ele morava neste imóvel, vizinho à Casa de Festas Maison Chalé, não aguentou o barulho e mudou-se para Cruz das Almas. Depois tentou alugar a casa por duas vezes, mas os inquilinos devolveram o imóvel pela mesma razão. ?Fiz um acordo com os proprietários da casa de festas para que respeitassem os limites de som permitidos por lei, e como tinha um sensor, ele sempre disparava quando o nível de som atingia acima de 60 decíbeis?, explicou. ?Eles fazem festa com bandas de música ao vivo que começa por volta das 23h30, indo até à madruga, quase sempre ultrapassando das 2 horas da madrugada, chegando às 3 ou 4 horas?, reclamou o comerciante. Ele lamenta o fato de a SMCCU não dispor de fiscais de plantão, prejudicando a constatação da irregularidade por poluição sonora. Quem estiver interessado em formar uma parceria contra este tipo de abuso, poderá ligar para o telefone: 325-5317. De acordo com uma das proprietárias da Casa de Festas Maison Chalé, Gorete Galvão, nenhum outro morador reclamou, até o momento, de problemas relacionados a excesso de barulho. ?Nós temos um equipamento para medir o nível do som (decibelímetro) e o mantemos até o limite até 65 decíbeis, para evitar qualquer tipo de incômodo?, afirmou. Ela negou que a casa contrate bandas com música ao vivo, explicando que utilizam apenas teclado, em cumprimento ao alvará de funcionamento, estendendo-se no máximo até às duas da madrugada.