Cidades
Sete s�o indiciados por linchamento
Cerca de 40 dias depois da ocorrência, sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de lesão corporal seguida de morte, lesão corporal grave e omissão de socorro. Sujeitas a penas que variam de um a 12 anos, elas foram identificadas depois de renderem e espancarem dois adolescentes que supostamente teriam assaltado um lava a jato. O linchamento aconteceu na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió, no dia 22 de novembro passado. Os menores foram rendidos, amarrados pelos pés e mãos, pisados, espancados e arrastados em via pública, pelo pescoço. Um deles, João Paulo Virtuoso de Lima, 17, não resistiu aos ferimentos e morreu um dia depois, no Hospital Geral do Estado (HGE). Seu suposto comparsa, Washington Víctor Firmino, também foi levado para o HGE, conseguido se recuperar da violência sofrida. A morte e as lesões corporais foram investigadas pelo delegado José Carlos André dos Santos, da Delegacia de Homicídio da Capital que, dia 30, encaminhou à Justiça Inquérito Policial no qual pede o indiciamento de sete acusados. ?Cumprimos nossa atribuição, que é investigar crimes contra a vida. Porém, entendo que o resultado do inquérito policial, robustecido de provas, vai evitar novos justiçamentos, vai impedir que se ultrapasse os limites da lei?, disse o delegado José Carlos. Para ele, a população precisa compreender que agredir suspeitos de crimes, chegando a provocar-lhes à morte, representa um crime que, como tal, exige a ação do Estado. Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (CDH/OAB), Daniel Nunes Pereira, o indiciamento deve servir de alerta a todos os que pensam que o linchamento de suspeitos é uma forma de enfrentar a violência.