Cidades
Falta de recursos amea�a desfile de escolas de samba
A pouco mais de um mês para o carnaval, as escolas de samba de Maceió não têm um real para produzir o figurino e as alegorias deste ano. Na fé, os organizadores marcaram o dia do desfile ? será em 14 de fevereiro, em Jaraguá ? e escolheram o samba-enredo, mas não receberam a garantia, da Prefeitura de Maceió e do governo do Estado, de que o incentivo anual de ambas as partes seria pago em tempo hábil. Nos ?barracões?, quase nenhuma movimentação. Para adiantar, muitos estão reciclando materiais do ano passado e montando o conjunto para 2015. O presidente da Liga das Escolas de Samba de Alagoas (Lessa), Nivaldo Santana, informa que, desde a metade de 2014, encaminhou projeto ao poder público relatando as pretensões para este ano. No âmbito do Estado, o processo tramitou e a execução do convênio para o repasse de R$ 120 mil (divididos para as seis escolas) foi autorizado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), no fim do ano passado. Santana diz que não houve tempo para o empenho antes da troca de gestão, agora em janeiro. A Prefeitura de Maceió firmou compromisso com o grupo para repassar R$ 180 mil, o que daria R$ 30 mil para cada agremiação. A falta de apoio das escolas de samba é recorrente e motivo de dor de cabeça, todos os anos. Sem estrutura própria, os organizadores precisam terceirizar os serviços para fazer o carnaval. Falta dinheiro para contratar carnavalescos, figurinistas, serralheiros, costureiras e até os músicos para compor a bateria. ?Os profissionais são mais caros que a nossa matéria-prima. E pedimos socorro para não ver o samba morrer em Maceió?, reforça Gilvânia Gomes, presidente da Unidos do Poço. Este ano, a escola escolheu o tema ?A Importância da Terra como Fonte de Vida? e promete uma homenagem à história do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).