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Projeto define rede contra explora��o sexual infantil

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A equipe do Núcleo Temático da Criança e do Adolescente, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), junto ao Ministério Público Estadual, elaborou um projeto para o governo do Estado e à Prefeitura de Maceió de estruturação de uma rede de atendimento local a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, prostituição e violência. Na prática, segundo informações da presidenta do Núcleo, trata-se da criação de um centro de referência de proteção social, além de uma delegacia de crimes contra crianças, para encaminhamentos de processo e responsabilização, com atenção específica à questão. ?Hoje existe atendimento na Delegacia de Homicídios, com o doutor Paulo Brás, que se desdobra para atender os casos de violência, prostituição e exploração sexual, mas falta o tratamento específico?, comentou Cláudia Malta. O combate a estes problemas que afetam crianças e jovens é uma das prioridades do governo federal, enfatizadas pelo novo ministro da Justiça, Márcio Tomás Bastos, mas em Maceió, até o Projeto Sentinela, que atua no combate a estes abusos, está suspenso por falta de recursos. O trabalho está presente em 13 municípios. Sentinela Na opinião de Cláudia Malta, os governos do Estado e municipal deveriam dispor de contrapartidas para o Sentinela, numa forma de não ficar na dependência exclusiva do governo federal. A operacionalização do trabalho na área está a cargo da Fundação Municipal de Assistência à Criança e ao Adolescente. Em casos de denúncias, as pessoas podem se comunicar com a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância, através de telefone 0800-990-500, que se comunicará com o Estado ou com os Conselhos Tutelares nos municípios. ?A prostituição infantil é um problema social de corrente à pauperização generalizada e conectada a processos de exclusão?, completa Cláudia Malta.

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