Cidades
Jornada abre debates na Ufal com estudantes de Hist�ria
Começa nesta segunda-feira, às 19h30, no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a I Jornada Estadual de História. A conferência de abertura ?História, acontecimento e narrativa? será proferida pela professora Margarida Dias, vice-presidente da Associação Nacional de História. O objetivo do encontro é permitir a integração dos profissionais da área que atuam em Alagoas com os temas nacionais. O evento prossegue no campus da Ufal até o dia 15 (quarta-feira), com várias mesas-redondas e minicursos. A organização do evento ofertará 10 mini-cursos, com vagas limitadas. Os cursos ministrados serão os seguintes: O uso da imagem no ensino de História; História Cultural: as narrativas micro-históricas; Historiografia da classe trabalhadora; 17 de julho: a rebelião popular que derrubou Suruagy; A historiografia do presente: a experiência dos caras-pintadas; Os limites da política educacional; O imaginário camponês da década de 60; Política cultural de preservação de patrimônio e Uma aula de história conforme os PCNs. Haverá ainda, nos dias 14 e 15, das 14 às 16 horas, os simpósios temáticos Teoria e metodologia; Ensino, História e Educação; História e Historiografia e Cultura e política. Nos segundo dia do evento, à tarde, haverá apresentações de trabalhos científicos de alunos de graduação e pós-graduação e das 19 às 22h, uma mesa-redonda sobre arquivos reunirá especialistas da áreas. Participarão do debate a coordenadora do Arquivo Municipal Nacional, Adriana Cox Hollos, e a professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Simonne Teixeira. As pesquisadoras refletirão sobre os dilemas e os desafios da gestão documental em Alagoas, a partir das suas próprias experiências. No entendimento da professora Maria de Lourdes Lima, da Ufal, que integra a organização do evento, existe em Alagoas uma completa ausência de política de arquivos nos órgãos públicos, seja no âmbito municipal, quanto estadual e federal. O Arquivo Público Estadual, por exemplo, criado através da Lei 2.428, em 30 de dezembro de 1961, ao longo de 40 anos, não tem um funcionamento a partir de parâmetros estipulados pela ciência arquivista e chegou a ter até mesmo a energia cortada, por falta de pagamento.