Cidades
Bispo pode ser expulso de igreja
A repercussão envolvendo a realização de uma união homoafetiva, na semana passada, pelo bispo dom Fernando Pugliese, continua. Ontem, o bispo diocesano da Igreja Católica Apostólica Brasileira, dom Walbert Rommel Coêlho Galvão Barros, confirmou que a ação que tramita no Tribunal Eclesiástico pede a expulsão de Pugliese. ?O que aconteceu se caracteriza como um ato de desobediência à igreja. As pessoas que integram a igreja pediram o pior, que é a expulsão?, revelou, ontem pela manhã, dom Rommel, em entrevista ao âncora Rogério Costa, no Programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta. Desde que foi notificado, dom Fernando Pugliese, terá um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa. A cerimônia em que fez a bênção, marcou a união entre Otávio Oliveira e Alan Rocha. Segundo explicou o bispo diocesano, ele só tomou conhecimento da união no dia em que ela ocorreria. Na mesma hora enviou um comunicado para ser entregue em mãos a dom Fernando Pugliese. ?O padre e o presbítero ainda reforçaram para que ele não realizasse a bênção, mas ele o fez por conta própria e assumiu a responsabilidade?, acrescentou dom Rommel, que dirige a igreja em Alagoas. Conforme explicou, tanto o Código quanto o Estatuto da Igreja Brasileira reconhecem que casamento é o que é celebrado entre ?homem e mulher?. Por essa razão, os enlaces ou as uniões homoafetivas não devem e não poderiam contar com a presença de representantes que se posicionem em nome da igreja.