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Obra inacabada prejudica abastecimento

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Para garantir os afazeres domésticos e a higiene pessoal da família, dona de casa é obrigada a armazenar o líquido em baldes e bacias. Distante cerca de sete quilômetros de Coqueiro Seco está a cidade de Santa Luzia do Norte. Por lá, a situação não é diferente. O rodízio já existe e os moradores têm água nas torneiras três dias sim e três dias não, alguns nem nesse período têm água. No bairro do Quilombo, às margens da estrada, duas torneiras abastecem os baldes, bacias e garrafas dos moradores. ?A água daqui vem de uma nascente lá de dentro da mata. Não temos água em casa e todos os dias venho com o meu irmão, várias vezes, encher baldes e garrafas. Minha mãe aproveita para cozinhar e para a gente beber, já que a água é muito boa?, falou o adolescente Jonatas Lael Vieira, 15 anos, que estava na companhia do irmão enchendo os recipientes. A controladora municipal de Santa Luzia do Norte, Cícera Bispo, atribui o rodízio de água na cidade a uma obra inacabada da Casal. ?As ruas estão cheias de buracos. Tudo isso porque a construção da adutora de Coqueiro Seco, que vai abastecer Santa Luzia, nunca foi terminada. Já entramos em contato com a Casal diversas vezes. Eles vêm, começam a reparar os buracos das ruas, mas demoram tanto que, quando inicia o período de chuva, o que tinha sido feito é destruído?, reclamou.

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