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Viol�ncia contra sem-teto � debatida

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As condições de vida das pessoas que estão em situação de rua em Maceió foram discutidas durante um debate, na manhã de ontem, no programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta. A conversa foi motivada por conta de uma campanha lançada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em dezembro do ano passado. Intitulada ?Promova a Cidadania, não dê Esmola?, o principal objetivo da Semas, segundo material divulgado no site da prefeitura, é conscientizar a população para não dar esmolas a pessoas em situação de rua, sobretudo devido às relações entre mendicância, exploração infantil e drogas. No entanto, o posicionamento do órgão municipal levantou uma polêmica entre estudiosos, líderes religiosos e de movimentos ligados aos moradores de rua. ?Não é uma campanha como esta que vai resolver o problema de quem vive na rua. Maceió vive um ?apartheid? social. As pessoas que moram na parte nobre desconhecem a realidade da periferia. Precisamos pensar a cidade como um todo e coibir a cultura do medo que se espalhou entre as pessoas?, afirmou o doutor em Sociologia e professor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Edson Bezerra. O consultor em Políticas Públicas, Direitos Humanos e Segurança Pública Pedro Montenegro também criticou a campanha. ?Estas pessoas estão no limite da exclusão. A elas são negados todos os direitos, como saúde, educação, esporte e lazer. Precisamos de políticas públicas que, de fato, façam a diferença na vida delas. Somente em 2014, 24 moradores de rua foram assassinados. Este ano, já são cinco?, observou.

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