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Exclus�o: drama no Conjunto Freitas Neto

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A deficiência do sistema de transportes, coleta de lixo e falta de opção para geração de renda são as principais queixas dos moradores do Conjunto Freitas Neto, na região do Tabuleiro. ?Aqui a gente tá longe de tudo e esquecido do poder público. Só somos lembrados em época de eleição?, desabafou José Diniz da Silva, pedreiro. Ele disse que faz ?bico? nas construções das comunidades circunvizinhas, mas tem muita vontade de mudar de moradia. ?A única vantagem daqui é o preço do imóvel e o serviço de água, mas o resto é só tristeza. Quando construíram as casas prometeram trazer toda infra-estrutura, até um centro de oficinas profissionalizantes. Falaram que as mulheres iam aprender a costurar, bordar, fazer acessórios de moda; os homens iam aprender marcenaria e outras coisas. Nada disso aconteceu. Ninguém tem onde ganhar dinheiro nem em casa de madame porque é tudo pobre. Não dá pra arrumar nem um lavado de roupa. Minha esposa conseguiu um emprego de doméstica numa mansão da orla, mas chegava tarde todo dia porque os ônibus demoram a passar, por isso foi demitida. A situação é de miséria e fome?. Outro morador que também disse estar arrependido é João Luiz dos Santos. ?Saí do Dique Estrada porque me senti praticamente obrigado. Lá não deixavam a gente em paz. Era uma ameaça após a outra. Queriam despejar a gente a qualquer hora. O problema é que com a distância daqui deviam colocar muitos ônibus, mas o acesso é ruim, os ônibus quebram com freqüência e somos obrigados a andar a pé com mercadoria pesada nas costas. Escola e posto de saúde é um problema. As crianças estudam na comunidade vizinha, enfrentam sol quente e poeira. No inverno a lama dá no meio da perna. Falta delegacia pra gente colocar preso os bagunceiros que enchem a cara de pinga e ficam perturbando a paz pública. Enfim, se a prefeitura não promover as condições prometidas acredito que poucos moradores vão continuar aqui?, afirmou. Seu José Santos completou que o posto policial vive fechado, nunca teve policial. ?A gente resolve as encrencas por conta própria. Difícil é resolver onde jogar o lixo. Fica tudo amontoado, o carro nem sempre chega até aqui, volta do meio do caminho devido ao péssimo acesso. Prometeram fazer uma horta comunitária, uma granja pra comunidade gerar renda mas até agora nada foi concretizado. A maioria é desempregada e vive amargando o abandono?, desabafou.

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