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Engenheiros e arquitetos v�o paralisar atividades

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Os engenheiros e arquitetos da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) vão paralisar as atividades, a partir da próxima segunda-feira, para pressionar a Prefeitura a garantir a isonomia salarial com os profissionais da mesma categoria lotados na Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb). A paralisação pode gerar um colapso no setor de construção civil em Maceió, uma vez que deixarão de ser expedidos alvarás de construção, habite-se e feitas análises de projetos. Apenas os serviços considerados essenciais, como embargos de obras que colocam em risco a população, serão mantidos . Os mais prejudicados com a paralisação serão os empresários de construção civil, que ficarão impedidos de dar andamento a processos de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras. Em média, a SMCCU emite cerca de 100 documentos por mês, entre alvarás de construção e habite-se. O presidente do Sindicato dos Engenheiros, Alexandre Madalena, explicou que os engenheiros da Somurb ganham hoje três vezes mais do que trabalham em outros órgãos da administração direta do município, a exemplo da SMCCU e SMTT. A insatisfação aumentou ainda mais porque a prefeita Kátia Born decidiu retirar uma gratificação de produtividade paga aos engenheiros e arquitetos da SMCCU, no valor de R$ 1.070, a partir de janeiro. O engenheiro Clécio Falcão explicou que a disparidade entre os salários dos engenheiros da Somurb com os de outros órgãos do município se devem não apenas ao pagamento da gratificação por produtividade, mas devido a uma ação ganha na Justiça pela categoria. ?Eles ganharam na Justiça o direito de pagamento de diferenças salariais referentes ao período anterior à extinção da Comurb ? empresa de economia mista ? que passou a fazer parte da administração direta do município com a criação da Somurb?, justificou Clécio. ?Como todos somos da administração direta, regidos pelo Regime Estatutário, temos direito à isonomia salarial?. No dia 5 de dezembro, o Sindicato encaminhou um ofício solicitando uma audiência com a prefeita Kátia Born para discutir a questão. ?O assessor da prefeita, José Rubens de Moraes, ficou de dar uma resposta na próxima terça-feira sobre a solicitação do sindicato?. Projeto de Lei O assessor especial da SMCCU, Roberto Barreiros, informou que a prefeita Kátia Born já se comprometeu a conceder a isonomia salarial entre os engenheiros da SMCCU e outros órgãos da administração direta com a Somurb. Só que para isso será necessário encaminhar um projeto de lei para a Câmara Municipal de Maceió, que só retorna do recesso em fevereiro. ?Até o dia 28, de acordo com o presidente da Companhia Municipal de Administração de Recursos Humanos e Patrimoniais (Comarph), José Mário, a prefeitura daria uma resposta sobre a questão da isonomia salarial?. Ele afirmou ainda que o pagamento da gratificação de produtividade para os engenheiros da SMCCU deve ser estendido até o salário de janeiro. ?No salário de dezembro, o pagamento dessa produtividade está garantido?. Sobre a paralisação dos engenheiros, Barreiros afirmou que não teve conhecimento dessa decisão. Mas, admite que se isso vier a acontecer trará sérios prejuízos aos setores que necessitam dos serviços do setor de engenharia da SMCCU. O quadro do órgão é formado por cerca de 25 profissionais das áreas de engenharia e arquitetura.

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