Cidades
Pastoral: Fome Zero s� com gera��o de renda
A coordenadora da Pastoral da Criança em Alagoas, Ivone Torres, informou que a entidade discorda do Programa Fome Zero, do governo federal, caso ele não venha atrelado a políticas de alternativas à geração de renda. ?Alternativa de geração de renda é o caminho para acabar com a fome e a mortalidade infantil: não adianta distribuir caminhões e caminhões de comida porque as pessoas não comem só uma vez na vida, mas todos os dias e ninguém baterá à porta por quatro anos para distribuir comida?, afirmou Ivone Torres. Na sua opinião, assistencialismo torna as pessoas preguiçosas, vicia o cidadão e o acomoda. É necessário, segundo Ivone, trabalhar ações básicas de saúde e informação, buscando formas de gerar renda nas comunidades. ?Na Pastoral, nós trabalhamos na horizontalidade, descobrindo talentos dentro das comunidades, onde as próprias pessoas encontram soluções de rendimento?, destacou. Ivone Torres garantiu que o movimento se engajará junto ao governo federal no combate à fome, mas levando seus pontos de vista contra a forma assistencialista de combater a miséria. ?A fome traz desnutrição, falta de higiene e mortalidade, mas trata-se de um complexo que depende de renda para evitá-la?, salientou. Eficácia De acordo com suas informações, a Pastoral da Criança desenvolve experiências simples, mas extremamente eficazes. Em Alagoas, nas áreas onde atua, cobrindo15% da população alagoana de 0 a 6 anos, conseguiu reduzir a mortalidade para 8,2 entre mil crianças nascidas vivas até 1 ano de idade. A meta é até o final de 2003 ampliar esta cobertura para 30%. O trabalho conta com a parceria do BNDES, Ceal, secretarias de Estado da Saúde e da Educação, além de um contingente de voluntários. ?Precisamos de mais parceiros porque são vidas humanas que se perdem, desassistidas, que podem ser salvas com medidas simples?, completou Ivone Torres.