Cidades
Alagoano ganha os c�us do mundo
A Gazeta conversou com o comandante Adriano Wanderly de Barros, 38 anos, que pilota aviões comerciais no Oriente Médio, desde 2008. Com vida estável, não pensa, no momento, em retornar para o Brasil, por causa da valorização dos profissionais nos Emirados Árabes. Nesta conversa, ele revela como construiu sua carreira, iniciada em Maceió, e como chegou a pilotar as maiores aeronaves do mundo. Gazeta. Há quanto tempo é piloto profissional? Está com esposa e filhos aí onde mora? Adriano de Barros. Estou na aviação há exatos 20 anos, sendo 18 como profissional. Atualmente, moro no Oriente Médio, com minha esposa e filhos. Hoje já acumula quantas horas de voo? Preciso atualizar minhas horas para ser preciso na resposta, mas tenho mais de 12.000 horas de voo. Fale um pouco de sua trajetória até chegar aí? Iniciei meus estudos no Aeroclube de Alagoas com quase 17 anos de idade. Na aviação, temos como ponto forte iniciar bem cedo, haja vista os percalços da profissão. Com 17 anos fiz meu primeiro voo ?solo?. Ou seja, fui liberado pelo instrutor a voar sozinho no avião básico de instrução do aeroclube. Aos 19 anos, no primeiro emprego, voei num Cessna 182 fazendo transporte de malotes entre Maceió, Arapiraca e Recife. Soube que também foi para a região Norte do País? Foi no ano seguinte. Fui a Palmas, em Tocantins. Voei por quase dois anos em um táxi aéreo, por toda a região Centro-Oeste e até em São Paulo. Aos 21 anos, ingressei na Vasp como copiloto de Boeing 727. Com a paralisação das operações da Vasp, retornei a Maceió, no ano 2000, onde voei no mesmo Cessna, desta vez com passageiros. Um deles me deu emprego em seu grupo de empresas. Eventualmente, voávamos para Aracaju e Recife. Ficou muito tempo aqui? Não. Alguns meses depois, em 2001, ingressei na Varig, para voar novamente em um Boeing 727. No fim do mesmo ano, com o início das paralisações da Varig, ingressei na TAM. Trabalhei na TAM durante 10 anos. Onde voei nas aeronaves Fokker 100, Airbus A320 e A330. Exerceu outras funções na empresa? No ano de 2007, fui promovido a comandante de Airbus A320. Após seis meses, já era instrutor de voo. Em seguida, devido à experiência adquirida na aérea administrativa, assumi a função de piloto-gestor de qualidade. Como surgiu a oportunidade de ir para a aviação internacional? Devido a alguns fatores, dentre eles a instabilidade na aviação brasileira, resolvi sair do Brasil. Há três anos estou voando numa empresa do Oriente Médio, na função de comandante de Boeing 777, em rotas transcontinentais. Quais as maiores aeronaves que pilotou? A maior aeronave que pilotei no Brasil foi o Airbus A330, em rotas para a América do Sul, Estados Unidos, Londres e Paris. Atualmente, estou voando em um Boeing 777, em rotas para a América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania.