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Reeducandos denunciam atraso de sal�rios

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Reeducandos do semiaberto denunciaram à Gazeta de Alagoas o atraso no pagamento pelos serviços prestados em diversos órgãos e em empresas conveniadas à Superintendência de Administração Penitenciária (SAP). Eles estariam sem receber os salários há mais de dois meses. James Marques, egresso que conseguiu emprego na padaria do Presídio Baldomero Cavalcanti, no Tabuleiro do Martins, contou que, desde o mês de dezembro, não recebe o salário mínimo. ?Moro no Conjunto Aprígio Vilela, no Benedito Bentes, e todo dia gasto o resto do meu dinheiro pagando a passagem do ônibus, para não faltar ao trabalho. Mas o dinheiro acabou e eu não volto a trabalhar enquanto não receber os dois meses atrasados?. A situação do reeducando Edjames Cunha, que trabalha como serviços gerais no Instituto Médico Legal (IML), também é a mesma. Morador da Mata do Rolo, no município de Rio Largo, todos os dias ele se desloca até o IML de Maceió e diz já não poder arcar com os custos do transporte. ?Estou devendo dois meses de aluguel e o dono da casa não quer saber se eu recebi ou não. Eu uso uma tornozeleira eletrônica e as pessoas já me olham estranho. A gente tenta trabalhar direito e fica nessa situação?, reclamou. Para Edjames, o problema ainda pode se agravar. O rapaz precisa pagar duas pensões alimentícias e, por não ter cumprido com o dever, por falta de dinheiro, teme ser denunciado à polícia.

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