Cidades
Quilombolas denunciam racismo
Integrantes da comunidade quilombola Mumbaça procuraram a sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), para denunciar que estão sendo vítimas de racismo por parte da prefeitura e da paróquia do município de Traipu, localizado no Agreste alagoano. Os líderes da comunidade relatam que, ao se declararem quilombolas, deixaram de ter acesso a serviços básicos ofertados pelo poder público, além de ficar impedidos de participar de cerimônias religiosas realizadas pela Igreja Católica. De acordo com a integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Valdice Gomes, os quilombolas relataram uma série de situações que comprovariam que eles, de fato, estão sendo vítimas de racismo. ?Essa situação é um absurdo, um ato de racismo, de discriminação, sobretudo de desconstrução da ancestralidade. Ter acesso aos serviços básicos é direito de todos e ninguém pode ser simplesmente excluído de tais conquistas por fazer parte de um quilombo?, diz Valdice.