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Nova testemunha refor�a acusa��es contra o Neafa

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Uma nova testemunha, interrogada ontem, oficialmente, pelo promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, fez novas revelações contra os procedimentos adotados pelo Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa). Segundo ela, a entidade enterra os animais mortos em um terreno baldio, vizinho à sede, no Farol. O enterro custa entre R$ 15 e R$ 20, a depender do tamanho do bicho. A depoente reafirmou as acusações contra Erivaldo, um funcionário afastado, e revelou que ele agia com a cumplicidade da coordenadora do Neafa, Pallova Costa. Os dois seriam os responsáveis, de acordo com ela, por adotar a política do descarte de animais visando sempre a redução de custos. A ex-funcionária trabalhou no Neafa na atual gestão e, diante do promotor Flávio Gomes, revelou que viu, inúmeras vezes, Erivaldo escolher animais idosos, com deficiência e doenças graves para o descarte. Eles eram abandonados no lixo, na região do Mercado da Produção, na orla marítima e na Praça Gonçalves Lêdo, no Farol. Ainda conforme a nova denúncia, o funcionário era acostumado a ?dar sumiço? nos cães e gatos que eram deixados à porta da entidade. ?Como ele (o Erivaldo) era o primeiro a chegar ao Neafa, muitas vezes presenciei ele soltando a coleira e deixando os animais irem embora. Quando um animal doente era deixado para tratamento e o dono não aparecia, os funcionários eram coagidos a levar o bicho para casa. Caso contrário, havia a ameaça, da Pallova, para que o Erivaldo fizesse o descarte?, conta.

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