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Conselheiros tutelares fazem ato p�blico no TJ

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Trajando roupas pretas, em sinal de luto pelos três conselheiros tutelares assassinados, na semana passada, no estado de Pernambuco, membros da Associação dos Conselhos Tutelares e Ex-conselheiros Tutelares de Alagoas (ACECTAL) realizaram, na manhã de ontem (12), um ato público em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ), situado na Praça Deodoro, centro de Maceió. Aderindo à paralisação nacional, o grupo quis chamar a atenção da sociedade para as dificuldades encontradas pelos conselhos e reivindicar ações de melhorias para os 550 profissionais do Estado. A notícia da morte dos companheiros de profissão chocou os conselheiros alagoanos. De acordo com as informações repassadas ao sindicato, na noite do último dia 6, Carmem Lúcia da Silva, de 38 anos, José Daniel Farias Monteiro, 31 anos, e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, 54 anos, cumpriam uma determinação judicial na cidade de Poção, Agreste pernambucano, quando foram assassinados a tiros. O grupo, que seguia no carro do Conselho Tutelar por uma estrada da zona rural de Poção, levava uma menina de 3 anos, acompanhada da avó, que passaria a ter a guarda total da criança. Apenas a criança sobreviveu ao atentado. Para a maioria dos conselheiros alagoanos, o erro dos companheiros mortos foi ter ido cumprir a determinação judicial. ?Se a determinação de tomar a guarda da criança chegasse para algum conselheiro alagoano, tenho certeza que não seria cumprida, porque essa não é a nossa função e sim da Justiça, que tem equipes multidisciplinares e conta com o apoio policial para fazer tais ações?, enfatizou Marcelo Alves, que atua na região 3 (Farol). ?A atribuição do conselheiro é denunciar, acompanhar os casos e encaminhar os menores ao melhor lar, conforme for determinado. Se a gente entra na casa das pessoas sem um policial para fazer a segurança, assumimos o risco de acontecer o que aconteceu em Pernambuco?.

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