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enfermeiros v�o prescrever medicamentos, diz Coren

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O enfermeiro sanitarista Eliézel Alves dos Anjos, fiscal do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren/AL) afirmou, ontem, que a decisão da juíza Mônica Sifuentes Medeiros, da 3ª Vara da Justiça Federal, de suspender artigos da resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), não impede que os profissionais da enfermagem prescrevam medicamentos. ?Esse procedimento está assegurado aos enfermeiros na Lei 7.498, de junho de 1986?, explica. Segundo Eliézel dos Anjos, a decisão da magistrada Mônica Sifuentes Medeiros suspende apenas alguns artigos da resolução do Cofen, mas ela não tem poder para anular uma lei federal. ?Só quem pode fazer isso é o Supremo Tribunal Federal. Portanto, os enfermeiros não estão proibidos de prescrever medicamentos?, ressaltou. Eliézel dos Anjos, que é professor da Universidade Federal de Alagoas, apresentou, ainda, nota oficial do Coren/AL, onde é esclarecido aos enfermeiros a decisão da Justiça, em primeira instância. ?Na nota, o conselho regional explica qual a implicância jurídica do mandado de segurança, explicando aos profissionais que eles devem continuar prescrevendo medicamentos e requisitando exames, principalmente, nos programas de Saúde Pública?, enfatiza. Já a enfermeira Rejane Calheiros, diretora-administrativa da Unidade de Emergência Armando Lages, salientou que tal proibição aos enfermeiros sacrificaria a população, uma vez que 95% dos alagoanos dependem da saúde pública. ?Os enfermeiros também têm o dever de cuidar do paciente, como na prevenção de doenças. Mas sabemos dos nossos limites. Quando não temos condições de agir, recuamos e encaminhamos o doente para um médico?, esclarece. Rejane Calheiros e Eliézel dos Anjos fazem críticas à classe médica, no que diz respeito ao tratamento com os enfermeiros. Segundo a profissional, há médicos que agem como se os enfermeiros fossem subalternos e isso está desmoralizando a classe perante a sociedade. ?Eles precisam entender que o propósito das profissões é o mesmo ? cuidar da vida ? e começar a trabalhar em equipe. Nós temos atribuições diferentes e não somos concorrentes?, destacou Rejane.

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