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Servidores v�o � Justi�a para frear pagamento de precat�rios

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Cerca de 60 servidores da Companhia de Administração de Recursos Humanos e Patrimônio (Carhp), participaram, ontem, de reunião com o vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT /Alagoas - 9ª Região), juiz Pedro Inácio. Eles pediram orientação sobre formas legais de impedir que o acordo firmado entre o governo do Estado e o Sindicato dos Servidores de Órgãos Agrícolas (Seagro) para pagamento de precatórios (cobrança de reajustes salariais que remontam a 1987, e que não foram implantados, à época, em seus salários), seja homologado pela Justiça do Trabalho. Eles não aceitam os valores estabelecidos pelo governo para quitar essas dívidas trabalhistas que, em alguns casos chegam a R$ 300 mil. Segundo José Divaldo Oliveira, um dos líderes do movimento, os funcionários estão sendo obrigados a aceitar a proposta, que reduz os valores para quantias entre R$ 20 mil e R$ 6 mil, sob ameaça de ficarem de fora de um eventual reajuste salarial para o setor agrícola. A orientação do juiz Pedro Inácio é para que os que se sentirem prejudicados recorram aos juízes que estão com os diversos processos de cobrança, por meio de petição. Ele deixou claro que falava ?em tese?, pois não conhece o processo daqueles servidores nem os termos do acordo proposto pelo governo, mas se colocou à disposição para ajudar a resolver o impasse criado no pagamento dos precatórios. Na petição, os servidores que ajuizaram a cobrança dos reajustes salariais devem solicitar aos juízes, pois são diversas as Juntas trabalhistas a que recorreram, que não homologuem acordos tutelados pelo sindicato do setor agrícola.

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