Cidades
Gerente nega acusa��o de crime de discrimina��o contra clientes
O gerente da Loja San Remo (localizada no centro de Maceió), Antônio Carlos Prado, negou que um segurança daquele estabelecimento tivesse cometido crime de discriminação racial contra as auxiliares de Enfermagem Maria de Fátima Santos Batista e Ivete Santos Batista, como elas denunciaram à Comissão de Defesa das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). O caso, segundo as denunciantes, teria ocorrido no último dia 10 de dezembro. Elas teriam sido acusadas de furto por um dos seguranças da loja. ?Nós jamais discriminamos essas senhoras. Não praticamos crime de preconceito racial nem as acusamos de terem praticado furto dentro de nosso estabelecimento?, afirmou o gerente. Ele admitiu que o incidente aconteceu dentro da loja, mas não na proporção de como foi narrado pelas duas irmãs. Segundo Antônio Carlos, o fato começou quando o sistema de alarme ? que funciona com pinos acoplados em todas as mercadoras ? disparou, no momento em que as auxiliares de enfermagem passaram pelo detector, ao saírem da loja. ?O nosso sistema não apita, como muitos fazem, mas aciona uma luz que começa a piscar quando alguém se retira da loja com uma mercadoria que ainda esteja com o pino acoplado. Quando elas passaram pelo detector, a luz foi acionada. O segurança pediu-lhes que retornassem ao departamento de embalagem para retirar o pino (pois só lá é que ele pode ser retirado), que por ventura ainda estivesse na roupa, até mesmo por engano por parte do setor. A partir daí, elas começaram a fazer escândalo, dizendo que estavam sendo acusadas de furto. Mas isso não aconteceu?, garantiu. Antônio Carlos disse ainda que tão logo aconteceu o incidente, o advogado das duas irmãs chegou ao local. ?O advogado delas chegou aqui em menos de três minutos. Não quero julgar ninguém, mas foi tudo muito rápido. Elas queriam que nós revistássemos suas bolsas, mas nós não quisemos. O fato não aconteceu como elas disseram?, concluiu.