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MP quer prote��o a adolescente

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O grupo de promotores criminais do Ministério Público Estadual (MPE) discordou do entendimento da comissão de delegados e compreendeu que não houve homicídio no caso Davi da Silva, mas tortura seguida de morte. Portanto, não seria da competência do Tribunal do Júri o julgamento dos quatro militares indiciados no caso e, sim, de um único juiz, que decide sobre crimes contra menores. A promotora Marluce Falcão adiantou que as provas coletadas durante o inquérito policial são suficientes para que o MPE proponha a ação penal. Caberá à promotora Dalva Tenório, da 53ª Promotoria de Justiça da Capital, emitir um parecer quanto ao pedido de prisão preventiva dos acusados. O parecer assinado pelos promotores Marluce Falcão de Oliveira, Givaldo de Barros Lessa, Mirya Tavares Pinto Cardoso Ferro e Flávio Gomes da Costa Neto, e encaminhado ontem ao Poder Judiciário, faz o pedido para que os autos saiam da 5ª Vara Criminal da Capital e passem a tramitar na 14ª Vara Criminal, por ter este Juízo a prerrogativa de julgar casos que envolvam vítimas vulneráveis, como é o caso do adolescente de 17 anos. Davi desapareceu no dia 25 de agosto do ano passado, após abordagem feita por militares do Batalhão de Radiopatrulha (RP), no Benedito Bentes.

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