Cidades
Defesa de PMs quer novas provas
Após solicitação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), o processo do caso Davi da Silva vai ser remetido para a 14ª Vara Criminal, de crimes praticados contra crianças e adolescentes. O relatório final produzido por uma comissão de delegados foi remetido à Justiça no dia 4 de fevereiro, contendo o indiciamento de quatro policiais militares do Batalhão de Radiopatrulha (BPRP) e o pedido de prisão preventiva de todos. Ontem, a defesa dos PMs protocolou, no MPE, um pedido para que novas provas técnicas sejam produzidas. O grupo de promotores do Núcleo Criminal ainda não se pronunciaram sobre o requerimento e, talvez, nem toquem mais no assunto. Eles declinaram sobre a competência do Juízo deste processo, alegando que, por se tratar de uma suposta vítima menor de idade, o caso era para ser julgado por um juiz específico. Além disso, os representantes do MPE entenderam que os policiais acusados não praticaram homicídio, mas torturaram o adolescente até a morte. Na tramitação eletrônica já consta a informação de que o processo vai ser transferido da 5ª Vara Criminal da Capital. Se permanecesse neste Juízo, os militares Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade poderiam ser submetidos a júri popular. A decisão seria tomada pelo juiz Jamil Amil Albuquerque de Hollanda Ferreira.