Cidades
Defensoria descobre fila de espera por cirurgia
Mais de 50 pacientes com fraturas aguardam cirurgias ortopédicas desde dezembro do ano passado, no Hospital Geral do Estado (HGE). A denúncia foi feita ontem pelo defensor e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, Difusos e Coletivos da Defensoria Pública de Alagoas, Ricardo Melro. Um prazo de três dias foi estipulado às secretarias de Saúde do Estado e do município para que providências sejam tomadas. Se nenhuma medida for tomada, a Defensoria adianta que vai mover uma ação civil pública e sugere, como alternativa, que se faça um mutirão ortopédico. A cobrança feita pelo defensor surgiu depois do relato da mãe de um jovem que sofreu um acidente, no dia 14 de fevereiro (primeiro dia de carnaval), e fraturou uma das pernas em dois pontos. Edinete Macário da Silva demonstra bastante preocupação com o quadro de saúde do filho, Denisson Macário da Silva. O rapaz se acidentou quando foi subir em um ônibus e o motorista deu partida antes de ele entrar. Ferido, o jovem foi levado ao HGE e teve o membro enfaixado. Os curativos, segundo a mãe, não foram feitos durante oito dias. ?O resultado disso é que meu filho contraiu uma bactéria, que fez um buraco na perna dele e, agora, os médicos não podem fazer a operação. Tive que procurar a Defensoria Pública para tentar acelerar a cirurgia e ver se conseguiam transferi-lo para outro local. Quando a transferência aconteceu, os médicos suspenderam o procedimento por causa da bactéria. Agora, meu filho corre o risco de perder a perna por negligência dos médicos do HGE?, acusa a dona de casa.