Cidades
Sem recursos financeiros, Ufal atrasa pagamentos
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que sobrevivia com um recurso de cerca de R$ 8,5 milhões mensais, está, com dificuldades, adaptando-se a uma redução de quase R$ 3 milhões em seu orçamento. A redução de 33% deve ser provisória, a esperança é de que a situação se normalize no começo de março, quando o Congresso deverá aprovar o Orçamento da União de 2015. A redução dos custos foi uma das medidas de austeridade fiscal, tomadas no início do novo mandato da presidente Dilma Rousseff, que visam poupar cerca de R$ 66,3 bilhões para melhorar a meta do superavit do ano passado, que obteve seu pior resultado desde 2002. O corte de custeio resultou em alguns problemas à universidade, como o atraso do pagamento de salários e bolsas de estudo de uma parte dos cerca de 5 mil estudantes que recebem o auxílio. ?Passamos mais de uma década sem ter esse tipo de problema. Estamos com expectativas para a aprovação do Orçamento de 2015. É uma situação atípica, a que estamos passando, mas esse corte nos meses de janeiro e fevereiro impactaram no conjunto de manutenção de bolsas, pagamentos de terceiros, energia, água?, relatou o reitor da Ufal, Eurico Lôbo, em uma entrevista coletiva, na manhã de ontem. Júlio Correia, estudante de Pedagogia, é bolsista na universidade e conta que o atraso de aproximadamente 15 dias lhe prejudica, além de não ser o primeiro. ?Já chegamos a ficar mais tempo sem receber, uns 20 dias, no ano passado?, revelou. Segundo Eurico Lôbo, a Ufal não é a única a enfrentar problemas semelhantes, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também registrou problemas em relação ao pagamento de funcionários. ?O País está todo em crise, temos que ter essa consciência e a perspectiva de que, em março, tudo irá melhorar. É uma crise geral, em empresas privadas, públicas, em todo canto. Temos que apertar os cintos. Existem ações estudantis que são prioritárias. Temos 30 e poucas obras em andamento para dar melhor qualidade aos alunos?, disse também. * Sob supervisão da editoria de Cidades.