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Protesto provoca caos em Macei�

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O bloqueio, dos dois lados da Avenida Fernandes Lima, uma das principais vias de tráfego de Maceió, começou por volta das 6h30, provocando um caos em todo o entorno do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro do Farol. Também em consequência do bloqueio, feito por centenas de estudantes e um grupo de vigilantes, o trânsito ficou congestionado em várias outras áreas, como na Avenida Josepha de Mello, no bairro do Feitosa, praticamente parando a capital, na manhã de ontem. Cerca de três horas depois, a avenida foi desbloqueada, numa operação executada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar de Alagoas. Segundo a PM, seis pessoas foram detidas e conduzidas para a Central de Flagrantes, no Farol. Elas responderão em liberdade pelos crimes de desacato de autoridade e depredação. Os estudantes bloquearam completamente a passagem de veículos nos dois sentidos da Avenida Fernandes Lima, reivindicando transporte escolar e reclamando do aumento no preço da tarifa do transporte urbano, que subiu de R$ 2,50 para R$ 2,75. Alguns chegaram a sentar no meio da avenida. Já os vigilantes reclamavam por terem sido demitidos depois que o governo dispensou os serviços de várias empresas que faziam a vigilância de escolas e prédios da Secretaria de Estado da Educação (SEE). O Centro de Gerenciamento de Crises, unidade da PM, foi acionado logo no início da manifestação, mas seus oficiais não conseguiram convencer os manifestantes a desbloquearem a avenida. O resultado foi passageiros descendo do ônibus a quilômetros de distância e seguindo a pé até o local desejado, e um congestionamento gigantesco entre a parte alta e o centro da cidade. A faixa azul, exclusiva para ônibus, ficou ocupada do Tabuleiro do Martins ao Cepa. Sem ter como seguir, os rodoviários chegaram a descer e sentar embaixo das árvores do canteiro que separa as pistas de mão e contramão. O tumulto continuou, chegando a ser registrados prejuízos, como a depredação de ônibus e veículos estacionados e de lojas nas proximidades do Cepa. Sem acordo, o governo acionou as forças de segurança pública.

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