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GESTANTES SOFREM PARA SER ATENDIDAS PELO SUS
Com 38 semanas de gestação, a manicure Bruna Lays, de 22 anos, começou a sentir contrações. Esperando o primeiro filho, Bruna pegou a malinha do bebê, que já estava pronta há mais de uma semana, e foi em direção à primeira maternidade que a acolhesse. Acompanhada do marido e da mãe, a manicure saiu de casa, na cidade de Marechal Deodoro, em direção a Maceió, em busca de um lugar onde o filho pudesse nascer com toda a assistência necessária. Ao bater na porta da Maternidade Nossa Senhora da Guia, no bairro do Poço, veio a frustração. A gestante não conseguiu um leito e as dores só aumentavam. O bebê dava fortes sinais de que não demoraria a nascer. A outra tentativa foi na Maternidade Nossa Senhora de Fátima, no mesmo bairro, onde enfim a mulher conseguiu atendimento. Depois das primeiras contrações, se passaram oito horas até que o pequeno Pietro viesse ao mundo, de parto normal. Se esforçando para esquecer a peregrinação e os momentos de nervosismo, Bruna aproveita o momento de amamentar o filho com o alívio estampado no sorriso. ?Não tem como uma mulher ficar tranquila quando sabe que vai parir pelo SUS. O tempo todo a gente vê na televisão que uma maternidade fechou, que tem mulher parindo no corredor, porque não tem mais espaço, e a nossa preocupação só aumenta?, contou a jovem, que dividia uma enfermaria com outras três mães e seus bebês. O pré-natal, procedimento de suma importância em uma gravidez, é a primeira barreira enfrentada pelas gestantes quando vão aos postos de saúde sucateados. Sem falar nos exames, que quando marcados exigem caminhadas e persistência até a mãe conseguir, por exemplo, um ultrassom.