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‘Todo ser humano fica revoltado com a situa��o’

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Depois de episódios turbulentos, a Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), referência no atendimento a gestantes de alto risco e bebês prematuros, fechou as portas para reforma e transferiu a demanda para o Hospital Universitário (HU). Desde a centralização do atendimento especializado em alto risco no HU, a superlotação na unidade é frequente. As dificuldades na Santa Mônica são antigas e um serviço de excelência para as gestantes que enfrentam complicações ao longo dos noves meses de gravidez está longe de se tornar realidade. Durante o ano de 2013, o atendimento na maternidade chegou a ser suspenso por várias vezes, em virtude da superlotação, responsável por deixar as grávidas deitadas em colchões, no chão dos corredores, à espera de um leito. No ano passado, não foi diferente. Para piorar, a maternidade fechou para reforma. A coordenadora da maternidade do HU, Lúcia Amorim, contou que mesmo com o atendimento focado nas gestantes de alto risco, muitas mulheres de risco habitual ainda procuram o hospital. ?As nossas portas estão abertas e continuamos fazendo a triagem das gestantes. Quem não é de alto risco é encaminhada para outras maternidades e as que passam por complicações ficam conosco. Com a Santa Mônica fechada, nós temos que conseguir atender a todas, porque esse é o único hospital que pode recebê-las. Por isso, numa enfermaria que deveria ter 12, há 25 mulheres. Independente de ter vaga ou não, nós não temos para onde mandar essas gestantes?, explicou. Atualmente, o hospital conta com uma enfermaria que possui 12 leitos, assim como no setor de pré-parto. No andar onde funciona o pós-parto, a estrutura foi feita para 48 mulheres.

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