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Surdos reclamam da falta de int�rprete durante concurso

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O presidente da Associação dos Surdos de Alagoas (ASA), Maurício Roberto de Melo Silva, disse ontem que lamenta profundamente o fato de não ter sido garantido aos cinco surdos inscritos do vestibular da Ufal o direito do intérprete para as provas. ?Esperamos que a partir do próximo ano essa situação não se repita. É preciso pensar na questão com antecedência, inclusive estamos formando um cursinho preparatório para o vestibular, só com alunos surdos, de forma que provavelmente em 2004 o número de candidatos será bem maior?, observou, frisando que garantir ao surdo o intérprete é um direito assegurado na Lei 10.436, de abril de 2002. De acordo com Maurício, Alagoas tem cinco mil surdos, mas as condições de acesso à educação são péssimas. O poder público tem um débito com esses cidadãos, como diz o presidente da ASA, lembrando que somente na capital alagoana são cerca de dois mil surdos. Cursinho Este ano apenas cinco se inscreveram no vestibular. Maurício esclarece que as aulas do cursinho começam em fevereiro, incluindo todas as disciplinas do Ensino Médio. Os professores são voluntários e as inscrições já estão abertas. Como há intérprete para traduzir o português para a língua dos surdos (Libra), qualquer profissional pode ministrar as aulas. O intérprete decodifica os assuntos para a turma através dos sinais ou gestos, como se comunicam os surdos. Maurício Roberto acrescenta que as escolas, de modo geral, e a própria universidade têm obrigação de garantir a presença dos intérpretes na sala de aula. ?É injusto e é uma afronta ao cidadão surdo, negar-lhe esse direito?, desabafou, pontuando que à medida em que a categoria amplia o grau de instrução, a sociedade deve avançar para incluir esse segmento no seu meio.

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