Cidades
Mulheres resistem a fazer den�ncia
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), sete em cada dez mulheres no mundo já foram ou serão violentadas algum dia na vida. Em uma pesquisa realizada pelo DataSenado, em 2013, o Brasil foi apontado como o sétimo País, em um ranking de 84, onde mais se mata mulheres. A mesma pesquisa constatou que 19% da população feminina brasileira com 16 anos ou mais já sofreu algum tipo de agressão e que, dessas, 31% ainda convivem com o agressor. Pior: 14% delas ainda sofrem algum tipo de violência, seja física ou psicológica. O que faz uma mulher vítima de violência doméstica continuar ao lado de seu agressor? Isso parece ser o que todo mundo questiona ao tomar conhecimento sobre casos de violência. Embora a pergunta seja pertinente, o grau de complexidade acerca de uma solução para a opressão sofrida pelo sexo feminino não se restringe apenas a uma questão racional, mas também cultural. Desde criança, as mulheres são ensinadas a se reconhecer como sexo frágil e que ter um homem como parceiro afetivo é sinônimo de normalidade e segurança, que casar e ter filhos é fonte de realização e felicidade. Enquanto isso, os meninos são ensinados a ser fortes, duros e violentos para a afirmação constante da masculinidade. ?O mito do amor romântico, desenvolvido na sociedade desde o fim da Idade Média, gera uma dependência emocional na mulher, que se culpabiliza devido à pressão social sofrida pelo sexo feminino durante toda a sua formação como indivíduo, onde a mulher precisa casar, ter filhos e ser dona de casa para ser feliz?, explicou a professora do Núcleo Temático Mulher e Cidadania (NTMC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Elvira Simões Barreto.