Cidades
Casas de Cust�dia registram o triplo da capacidade de lota��o
A Casa de Custódia da Capital, o popular Cadeião, que é a porta de entrada no sistema penitenciário, estava, ontem, com quase o triplo da capacidade de lotação. A outra Casa de Custódia, no Jacintinho, onde ficam temporariamente os detentos encaminhados da Central de Flagrantes, tinha 86 presos ontem, mais que o triplo da capacidade (29). Se por um lado a cúpula da segurança pública de Alagoas exibe como troféu a grande quantidade de pessoas presas desde o começo do ano, por outro vive um sufoco para acomodá-las nos espremidos e antigos presídios do Estado. A assessoria de imprensa da Superintendência de Administração Penitenciária (SAP) informou que até o fim da tarde havia 591 presos provisórios recolhidos no Cadeião. No entanto, a direção não contabilizava a transferência de mais 20 da Casa de Custódia 2, em Maceió, por determinação do juiz-titular da 16ª Vara Criminal da Capital (Execuções Penais), José Braga Neto. A intenção do magistrado já era desafogar a unidade do Jacintinho, que desde a última terça-feira estava com mais de 80 detentos. O diretor da Custódia 2, Alexandre Barbosa, reforçou o quanto considerava difícil a missão de gerir uma unidade prisional provisória superlotada. As cinco celas continuam sem estrutura para manter tantos presos por metro quadrado. Ano passado, alguns chegaram a ser algemados nos corredores, numa tentativa desesperada de não deixá-los escapar. O risco maior era de rebelião, mas isso não aconteceu. Outra questão evidenciada por Barbosa é a permanência de detentos por muito tempo na Casa de Custódia. Por se tratar de uma unidade de passagem, o preso deveria ficar somente alguns dias aguardando a liberação da vaga e a tramitação burocrática para transferência ao sistema prisional. ?Tem presos aqui recolhidos desde dezembro do ano passado?, revela.