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Moradores seguem fora de casa

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Onze meses após o desabamento de um dos silos do Moinho Motrisa, no bairro do Poço, em Maceió, vítimas ainda aguardam a realização de perícia no local, para então retornarem às suas residências. A empresa já foi notificada judicialmente sobre a decisão que a responsabiliza pelos custos periciais, mas, segundo os moradores, ainda não teria arcado com eles. Durante a semana, no entanto, em reportagem à TV Gazeta, os advogados do Motrisa alegaram que este pagamento já havia, sim, sido realizado. O desabamento prejudicou, diretamente, cerca de 40 pessoas. Silvana Valença, uma das moradoras da Vila Nossa Senhora do Carmo, localidade mais prejudicada pelo ocorrido, disse à Gazeta de Alagoas que a perícia ainda está pendente, por falta de pagamento da empresa. ?O moinho mentiu em nota enviada à TV Gazeta. Nossos advogados nos disseram que a perícia não foi feita porque eles não realizaram o pagamento?, afirmou Silvana. Telma Cedrin, outra vítima do acidente, denuncia que a empresa pouco fez diante dos prejuízos dos moradores. ?Moro em uma casa alugada temporariamente pelo moinho, porém, até agora, nenhuma reforma foi feita em minha residência. Meus móveis estão expostos à ação do tempo?, disse Telma. O acidente resultou em uma ação coletiva por parte das 41 vítimas que tiveram suas casas e estabelecimentos comerciais atingidos pelo desabamento. Os advogados de defesa da empresa solicitaram o desmembramento desta ação conjunta para uma série de ações individuais, alegando que o procedimento aceleraria o julgamento. Mas, segundo os moradores, essa medida os enfraqueceria judicialmente. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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