Cidades
NORMAS DEVEM SER SEGUIDAS
Se um choque elétrico na tomada de casa, onde passa, no máximo, 220 volts, pode matar uma pessoa, imagine o que pode acontecer se uma rede elétrica com 13.800 volts triscar na pele humana. O gerente de Segurança e Medicina do Trabalho da Eletrobras Distribuição Alagoas, Jorge Rocha, tem a resposta: o cidadão simplesmente é fulminado. É esse risco que corre o eletricista especializado em redes energizadas, João Rodrigues de Araújo, de 34 anos. Na profissão há 15 anos, ele comemora o fato de nunca ter levado um simples choque elétrico. João é paraibano e veio a Alagoas indicado para o trabalho na chamada linha viva (energizada). Apesar do serviço extremamente delicado, exposto a altas voltagens elétricas, ele diz que está na melhor função do mundo. Ainda recomenda a quem tem amor ao trabalho que se dedique e parta para essa área, que tende a ser valorizada ao longo do tempo. ?Considero uma profissão arriscada e sei que nem todos querem segui-la por ter medo ou algo parecido. É uma área escanteada. Atuar na linha viva é ter ainda mais segurança no trabalho que se exerce. O risco de acidente é bem menor, até pelos equipamentos de segurança que utilizamos no dia a dia?, comenta. Ao longo da trajetória profissional, João recorda que sofreu uma queda ao subir em um poste sem escada. O fato aconteceu no bairro de Jatiúca, em Maceió. Foi a única ocorrência que diz ter sofrido nesse período. ?Digo que todos os eletricistas devem usar os equipamentos de segurança. Caso contrário, estão expostos ao risco de morrer?, ensina.