Cidades
V�TIMAS AINDA TEMEM DENUNCIAR AGRESS�ES
Para a grande maioria das vítimas, mais difícil do que sofrer uma agressão é ter coragem para denunciar o agressor. Seja por medo de retaliação ou vergonha de expor à sociedade a transformação de esposa, mãe, filha, tia, sobrinha, amiga ou simplesmente mulher em uma vítima da violência. Se, por uma lado, procurar ajuda especializada é um passo difícil, do outro lado, combater crimes contra a mulher é uma tarefa árdua. Há quase sete anos como titular da Especializada de Atendimento às Mulheres I, a delegada Fabiana Leão não desiste de nenhum caso, por mais complicado que ele seja. Atualmente, apenas os municípios de Maceió e Arapiraca possuem especializadas nos casos de violência contra a mulher. Na capital, o trabalho é realizado em duas unidades, uma no bairro do Centro e outra no Salvador Lyra. No esforço de minimizar a carência das outras 100 cidades onde não há essas delegacias, três Núcleos Especializados no Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica foram implantados pela Polícia Civil, nos municípios de Maragogi, Delmiro Gouveia e São Miguel dos Campos. ?Nós somos a porta de entrada para essas vítimas. É um trabalho importante, pois tratamos com mulheres fragilizadas e, se nosso efetivo fosse maior, faríamos um trabalho maior ainda?, afirmou a delegada, acrescentando que além do efetivo ser baixo (17 pessoas), as especializadas precisam ser comandadas por mulheres.