Cidades
AGRESSOR COSTUMA SER EX-COMPANHEIRO
Arapiraca ? Nas áreas urbanas ou em comunidades rurais, nas classes sociais mais baixas ou mais favorecidas, a mulher ainda é tratada como um ser humano de segunda classe, que deve estar submetida às vontades e às ordens dos homens da família. Nem mesmo tem o direito de terminar um relacionamento que a deixa infeliz. É isso o que dizem as estatísticas de violência contra a mulher no interior de Alagoas. Levantamento feito a partir dos relatórios do 3º Batalhão da Polícia Militar, 62 mulheres foram vítimas de violência física, psicológica ou ameaças, entre 1º de fevereiro até ontem. Na maioria dos casos, os agressores são ex-maridos ou ex-namorados. Conforme os relatórios, que abrangem 15 municípios, nesse período foram registrados 26 casos de violência doméstica, 14 ameaças, dez lesões corporais, quatro agressões e quatro tentativas de homicídio ? 48 desses registros de ocorrência foram feitos em Arapiraca e os demais nos municípios de Girau do Ponciano, Feira Grande, Lagoa da Canoa e Teôtonio Vilela. Casos chocantes de violência contra a mulher também foram registrados recentemente no Sertão. Três semanas atrás, uma jovem que decidiu terminar o relacionamento foi atacada com ácido pelo ex-companheiro, em Santana do Ipanema, mas conseguiu se esquivar e sofreu apenas pequenos ferimentos pelo corpo. No mesmo dia, um idoso foi assassinado pelo ex-genro enquanto tentava proteger a filha, que decidiu se separar. No dia seguinte, uma mulher grávida foi encontrada morta em Palmeira dos Índios. O marido, preso horas depois, confessou o crime dizendo que seria abandonado pela vítima.