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Situa��o de unidades � denunciada ao CNJ

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Depois de constatar, em várias inspeções in loco, que pouco foi feito para sanar as deficiências das unidades de internação masculina, o juiz da Vara da Infância e da Adolescência, Ney Alcântara, encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um relatório apontando a falta de ação do Estado para atender à política de assistência a menores infratores. O relatório, que incluiu informações sobre a invasão armada de uma unidade no município de Rio Largo, a 27 quilômetros de Maceió, de onde três menores envolvidos em assaltos foram resgatados, na madrugada de segunda-feira, 9, foi enviado ontem ao presidente do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski. ?Nem depois da vinda do então presidente Joaquim Barbosa a situação mudou. Ao contrário, percebemos o agravamento, pois as unidades estão superlotadas?, reclamou o magistrado alagoano. Ele disse que falta estrutura e condições de segurança para os menores, os funcionários e os agentes socio-educativos e lembrou que três unidades estão interditadas. O juiz Ney Alcântara espera que o ministro Lewandowski determine nova inspeção em Alagoas, e que isso funcione como uma cobrança ao governo do Estado. Ele destacou como única ação positiva a retomada das obras de reforma das unidades do Núcleo de Educação e Assistência Social (Neas), no Tabuleiro. ?Nos foi dada garantia de que em oito meses tudo estará concluído. Mas até lá, a situação é de descontrole?, declarou.

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