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AVC j� � segunda causa de mortes cl�nicas no HGE
Perder, repentinamente, a força de um lado do corpo, sentir dormência na face ou ter dificuldade para falar. Quem passou por um acidente vascular cerebral (AVC), sabe reconhecer esses sintomas e já amargou por um bom tempo (quiçá até o fim da vida) as consequências deixadas por esse mal traiçoeiro, mais conhecido como ?derrame?. Só no ano de 2014, o Hospital Geral do Estado (HGE), cuja demanda vem de cidades distintas de Alagoas, registrou 403 mortes por AVC. Os dados foram revelados pelo Serviço de Arquivo Médico (Same) do hospital, que, no primeiro mês deste ano, já registrou outras 29 vítimas desse caso clínico. A incidência de pessoas que acabam morrendo por causa do AVC é tamanha que, dentre as causas clínicas registradas no HGE, o AVC já ocupa o segundo lugar, ficando atrás apenas dos casos de pneumonia. Para quem se confunde quando fala de AVC e derrame, ou pensa que são duas coisas diferentes, a neurologista Cícera Pontes esclarece do que se trata. ?É uma alteração repentina da circulação de sangue no cérebro, que pode ser de dois tipos, o AVC isquêmico, quando há o bloqueio do fluxo sanguíneo; e o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso. Muita gente chama o acidente vascular cerebral de derrame cerebral, ou simplesmente derrame?, explicou. O AVC isquêmico é o mais comum, acontece em aproximadamente 85% dos casos, geralmente em pessoas com idade mais avançada. Com uma parcela de cerca de 15%, o AVC hemorrágico não é tão comum, entretanto, apresenta evolução mais grave. Convivendo diariamente com pacientes de AVC, durante o trabalho desenvolvido no HGE nos últimos 15 anos, a neurologista Cícera Pontes tem experiência para afirmar que, embora muitas pessoas pensem assim, a idade não é pré-requisito para ser acometido por um AVC. ?Não são apenas os idosos que sofrem o AVC. Pessoas jovens e até mesmo crianças não estão livres. E assim como há fatores de risco que contribuem para um ataque cardíaco, existem aspectos que facilitam a existência do AVC?, declarou. E nessa lista, podemos citar a pressão alta, colesterol elevado, cigarro, diabetes, histórico familiar, excesso de peso, estresse, vida sedentária etc.