Cidades
O perigo que n�o enxergamos
Apesar de ser potencialmente letal, não a vemos. Talvez por isso, as pessoas demonstrem pouca noção do perigo e o número de acidentes com eletricidade tenha registrado uma elevação de 17,7% em 2014, na comparação com 2013. As estatísticas foram apresentadas pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), que mapeia os acidentes com eletricidade no País. A entidade alerta que as mortes por choque elétrico tiveram um aumento superior a 6% neste período ? saltaram de 592 em 2013 para 627 casos no ano passado. A maioria esmagadora das vítimas, ou seja, 560, são homens e apenas 67 são mulheres. A falta de conhecimento sobre os riscos é um fator preponderante para esse quadro, explica o engenheiro eletricista Edson Martinho, diretor-executivo da Abracopel. ?Existe um descaso generalizado no que se refere aos cuidados com a eletricidade. Por não ser um elemento visível, ela é pouco respeitada, as pessoas só sentem sua falta quando ?falta?. Porém, apesar de todos os benefícios que ela traz, seus riscos são graves e, muitas vezes, fatais?, disse ele à Gazeta. Na pesquisa, divulgada no final de fevereiro, o Estado de Alagoas aparece em primeiro lugar, na região Nordeste, quando se analisa a relação entre o número de casos e o de habitantes. A nossa média é de 8,43, contra 8,41 do Piauí e 4,5 da Bahia, o terceiro lugar. Em números absolutos, somos o quarto Estado da região em número de acidentes com eletricidade, atrás apenas da Bahia, com 68 casos, Pernambuco (51) e Ceará (35).