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Polui��o visual cresce em Macei�

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A ideia de sair da cidade e se esconder em ambientes naturais para contemplar o azul do mar ou o verde das árvores tem reputação de antídoto infalível contra o estresse. Olhada do avesso, no entanto, essa ideia força um questionamento: se é necessário descansar os olhos para recuperar o equilíbrio emocional, então podemos afirmar que os bombardeios visuais impostos pela vida urbana fazem mal à nossa sanidade mental e deveriam ser controlados? Em outras palavras: outdoors, placas e letreiros irregulares precisariam ser encarados como problemas de saúde pública? Provavelmente, poucos discordam que a poluição visual é algo com o qual não se deve acostumar. Considerada a vilã das paisagens dos grandes centros urbanos, já há alguns anos, ela incomoda, também, os moradores de capitais menores como Maceió. EXCESSOS Nos principais bairros da capital, como o Centro e o Farol, a poluição visual está escancarada. São outdoors, placas e painéis luminosos que chamam a atenção de quem passa por esses locais. É só andar um pouco pelas ruas de ambas as regiões para perceber que as relações entre os processos de urbanização e o comércio, principal responsável pela propaganda irregular e excessiva, já fazem parte do cotidiano do maceioense. Apesar de ser vedada pelo Decreto Municipal 7.613/2014, que regulamenta o artigo 39 da Lei 4.954/2000, que dispõe sobre a veiculação de propaganda nos logradouros públicos, ao ar livre ou em locais com visibilidade dos espaços públicos, o problema ainda se faz presente no dia a dia da cidade. Silenciosa, a ação acontece sem muita cerimônia: uma placa aqui e outra ali, até que, em pouco tempo, as calçadas e espaços públicos já estão totalmente ocupados. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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