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Macei� s� tem 5% do n�mero ideal de ciclovias
Maceió só tem 30 quilômetros de ciclovias. O número representa apenas 5% do que a capital precisaria para garantir a adequada mobilidade, não apenas aos ciclistas de fim de semana, mas principalmente aos milhares de trabalhadores que pedalam de casa ao trabalho, diariamente. ?A cidade deveria ter 600 km?, diz. O levantamento do professor Antônio Facchinetti, especialista em transportes, leva em consideração as ciclofaixas que margeiam as avenidas Márcio Canuto (Barro Duro) e Josepha de Mello (Sítio São Jorge), além do degradado trecho de ciclofaixa à beira da Lagoa Mundaú, no Vergel do Lago. ?Nunca se pensou em espaços para a locomoção das pessoas em bicicletas?, avalia o professor, defensor da bicicleta como transporte e ciclista apaixonado desde 2007, para quem a ?priorização? dos direitos dos ciclistas é fenômeno muito recente dentre os responsáveis pelo trânsito da cidade. A principal ciclovia da capital, entre os bairros de Jatiúca e Ponta Verde, poderia ter sido melhor projetada, na avaliação do professor Antônio Facchinetti. ?Ela tem dois metros de largura. Deveria ter três metros. Atualmente, é espaço utilizado também pelos pedestres e skatistas?, observa. Ele afirma ainda que, na parte baixa da capital, ciclovia privilegia muito mais o ciclista de fim de semana ou aquele que utiliza o espaço para lazer. Quem mais precisa de ciclovia em Maceió são, ainda de acordo com o professor, os trabalhadores, principalmente os residentes na parte alta da capital alagoana. Facchinetti também é defensor da implantação de ciclovias na Via Expressa, projeto atrelado à duplicação das faixas disputadas por veículos de pequeno, médio e grande portes, do nascer ao pôr do sol, principalmente. Sua viabilidade, reafirma o especialista, depende muito mais de vontade política.